
Este é um trabalho realizado por alunas do quinto período do curso de Pedagogia da UFMG. O intuito deste é discutir o assunto oralidade.
domingo, 26 de junho de 2011
A ORALIDADE NO ESPAÇO DA SALA DE AULA!

Linguagem Oral e Escrita no Referencial Curricular para a Educação Infantil
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Envolvimento da oralidade na escrita
Segundo a autora Cancionila Janzkovski Cardoso em seu livro: Da oralidade à escrita: A produção do texto narrativo no contexto escolar, os falantes, a partir do contato face a face com seu interlocutor, podem monitorar o efeito de sua fala e, ao mesmo tempo, o ouvinte pode perguntar para esclarecer. A situação do escritor é, fundamentalmente, diferente. Ele e seu leitor estão separados no tempo e no espaço, sendo que, na maioria das vezes, é impossível prever com segurança a reação que o leitor terá.Vejamos a comparação do texto oral, para interlocutor participante, com o respectivo texto escrito, para interlocutor não participante:
Texto oral (interlocutor participante):
Laila: eu fui no zoológico né .. com meu tio/
Aí ... perto da ... da porta tinha um ... um lê
... uma onça/
Aí meu primo falou .. ó a onça Laila .. aí eu
Falei assim .. eu falei assim .. cadê? Cadê?
Aí .. depois quando ele me mostrou .. eu
Quase caí no ... na
Cria. : no chão
Laila: no chão/ Ele quase me comeu!
Texto escrito (interlocutor não participante):
Rondonópolis, 16 de setembro de 1993
Um susto
Sestá feira Eu fui ão zologico elá
tinha uma onsa e meu trimo falou:
cuidado com a onsa e eu falei: cade,
Cade laesta.
Laila
Já no texto escrito, Laila conserva as frases curtas e as unidades de idéias avulsas. Há também, um claro apoio na entonação, quando escreve sem segmentar “elá” (e lá) e “laestá” (lá está). Todos esses aspectos demonstram a fragmentação e o envolvimento, próprios da oralidade, que permanecem na escrita.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Narração de histórias e desenvolvimento da oralidade
A oralidade está presente na narração de histórias e ao se trabalhar a narrativa em sala de aula temos a oportunidade de contribuir para que os educandos não só adquiram conhecimento, mas construam o mesmo, por meio de uma prática prazerosa e ao mesmo tempo educativa. Muitos desses conhecimentos são referentes a escrita. Assim sempre haverá uma linha entre o universo da oralidade e da escrita, sendo que a importância da oralidade aqui defendida está não só como um caminho para escrita, mas que ela como meio de expressão e comunicação seja praticada pelos sujeitos de forma clara e coerente com o contexto em que se está inserido. Os quadros que seguem apresentam alguns estágios da narração de histórias a serem alcançados pelos educandos por meio dessa prática.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Resenha do artigo A Chave da Decifração
domingo, 19 de junho de 2011
terça-feira, 14 de junho de 2011

A escrita tem suas vantagens?
Considerando a escrita enquanto forma de linguagem, é possível perceber tamanha importância a ela atribuída em diversas culturas ao longo do tempo. Apesar disso, a fala, que também é uma forma de linguagem, seria menos importante que a linguagem escrita? Ou talvez a linguagem oral esteja subjugada á escrita? Existem estudiosos como Roxane Rojo que discutem as relações entre a oralidade e a escrita. Esta autora, em um de seus textos, apresenta os mitos e perspectivas dessa relação.
No texto “As relações entre fala e escrita: mitos e perspectivas” a autora, acima citada, aponta a existência de uma dicotomia entre linguagem oral e linguagem escrita. Esta dicotomia consiste na divisão ou na separação da fala e da escrita como modalidades (formas de linguagem) distintas. Partindo dessa dicotomia a autora ressalta que criaram-se mitos que contribuíram para que a fala se tornasse submissa em relação à escrita.
Os mitos criados a partir da perspectiva da dicotomia apontam a fala como desorganizada, variável, heterogênea e a escrita como lógica, racional, estável, homogênea; a fala como não planejada e a escrita como planejada e permanente; a fala como espaço do erro e a escrita como o da regra e da norma; a fala como expressão apenas sonora e a escrita como gráfica, entre outros apontamentos. Em relação a efeitos sociais e culturais, tais mitos ainda colocam a escrita como meio de se alcançar estágios mais complexos e desenvolvidos de cultura e de organização cognitiva do indivíduo, dando acesso a poder e mobilidade social.
A autora aponta que a fala (discurso oral) parte da situação em que acontece. Já a escrita se organiza segundo a estruturação interna dos seus significantes, tendo por base mais a sua autotextualidade do que seu contexto. Por exemplo, dois amigos ao se falarem por telefone não precisam detalhar informações sobre uma temática que é conhecida por ambos, eles podem dar foco ás informações novas sobre o assunto. Mas se esta mesma temática fosse notícia em um jornal, revista ou outro veículo de comunicação, seria necessário explicitar cada detalhe, com toda a história para, então, noticiar a novidade.
Ao se transcrever uma entrevista ou conversa gravada é possível perceber interrupções, correções, tempo entre as palavras que vão sendo ditas. Com isso, a autora relata a existência de turnos de fala do diálogo. Numa conversa não é preciso esperar que o outro acabe de falar tudo o que pretende dizer, poi é possível interromper, falar junto, repetir quando concorda, completar, entre outras possibilidades. Estes aspectos da linguagem oral são o que levam a impressão de fragmentação e de desorganização da fala em relação a escrita. Apesar dessas impressões, a autora ressalta que, não se pode afirmar que a fala, mesmo que em uma conversa cotididiana, é desorganizada, fragmentada e herogenea. O que deve ser colocado é que a fala tem outro tipo de organização, adequada ao gênero textual e ao contexto.
ROJO, Roxane. As relações entre fala e escrita: mitos e perspectivas. Caderno Ceale. Ceale/MEC.

